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27 de jan de 2012

A questão do tempo



O vestibulando chega correndo ao local da prova, mas o portão se
fecha à sua frente. Ele senta e desaba.

Tanto esforço. Tanta preparação. Tanto estudo. Tudo perdido por um
atraso mínimo de segundos.

O pedestre observa o sinal vermelho, mas decide atravessar correndo
porque está atrasado para um compromisso.

Freada brusca. Susto. Talvez ferimentos graves. Tudo por questão de
um segundo de precipitação.

O funcionário chega correndo, esbaforido, bate o cartão e vai para
seu local de trabalho.

Ali, precisa de alguns minutos para se recompor. Subiu as escadas
correndo porque os elevadores estavam lotados e ele não desejava se
atrasar, a fim de não ter descontados valores, ao final do mês, em
seu salário.

Desculpas se sucedem a desculpas. Não deu tempo. Não foi possível
chegar. Perdi o ônibus. O trânsito estava terrível na hora em que
saí.

Tempo é nossa oportunidade de realização, que devemos aproveitar
com empenho.

A nossa incapacidade de planejar o uso do tempo provoca a desarmonia
e toda a série de contratempos.

O tempo pode ser comparado a uma moeda. Se tomarmos de uma porção
de ouro e cunharmos uma moeda, poderemos lhe dar o valor de um real.

Este será o valor inscrito. Mas o valor verdadeiro será muito
maior, representado pela quantidade do precioso metal que utilizamos.

As moedas do tempo têm uma cunhagem geral, que é igual para todos:
um segundo, um mês, um ano, um século.

No entanto, o valor real dependerá do material com que cunhamos o
nosso tempo, isto é, o que fazemos dele.

Para um correto aproveitamento desse tesouro, que é o tempo, é
preciso disciplina.

Para evitar correria, levantemos um pouco mais cedo. Preparemo-nos de
forma rápida, sem tanta enrolação.

Deixemos, desde a véspera, o que necessitaremos para sair, mais ou
menos à mão, evitando desperdícios de minutos à procura disto ou
daquilo.

Se sabemos que o trânsito, em determinados horários, está mais
congestionado, disciplinemo-nos e nos programemos para sair um pouco
antes, com folga.

Esses pequenos cuidados impedirão que percamos compromissos
importantes, que tenhamos de ficar sempre criando desculpas para
justificar os nossos atrasos, que tenhamos taquicardia por ansiedade
ao ver o relógio dos segundos correr célere, demarcando os minutos
e as horas.

* * *

Na órbita das nossas vidas, não joguemos fora os tempinhos tantas
vezes desprezados.

Aproveitemos para escrever um ligeiro bilhete de carinho a alguém
que esteja enfrentando momentos graves.

Telefonemos a um familiar ou amigo que não vejamos há muito tempo.

Cuidemos de um vaso de planta. Desenvolvamos ideias felizes para
fazer o bem a alguma pessoa que saibamos necessitada.

Valorizemos os minutos para descobrir motivos gloriosos de viver,
para aprender a amar a vida e iluminar o nosso caminho.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 3, do livro Vereda
familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, psicografia de Raul
Teixeira, ed. Fráter e no cap. O grande tesouro, do livro Uma razão
para viver, de Richard Simonetti, ed. Gráfica São João.

Disponível no livro Momento Espírita v.2, ed. Fep.

Em 27.01.2012.

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