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15 de dez de 2010

Símbolos do Natal

O Natal, que logo estaremos a comemorar, apresenta alguns aspectos
pouco conhecidos. Em especial no que diz respeito aos seus símbolos.

Por exemplo, a árvore de Natal. Alguns acreditam que ela se originou
no século oitavo. Teria sido o missionário São Bonifácio que a
idealizou, em substituição ao culto realizado nas florestas ao deus
Odin.

Outros afirmam que foi Martinho Lutero o seu idealizador, no século
dezesseis.

Registra a História que, na noite de Natal, Lutero caminhava por uma
floresta de pinheiros. Olhando para o céu, viu as estrelas brilhando
ainda mais belas, através dos galhos cobertos de neve.

Encantado com a beleza do quadro, cortou um galho, levou-o para casa
e usou velas acesas para imitar o brilho dos astros que presenciara.

A árvore de Natal veio para a América, na época colonial, trazida
pelos alemães.

O presépio, por sua vez, teve origem no século treze. Foi na
Itália. Na noite de vinte e quatro para vinte e cinco de dezembro de
mil duzentos e vinte e quatro, Francisco de Assis teve a ideia de
representar o nascimento de Cristo.

Preparou uma encenação, num estábulo verdadeiro, da manjedoura, do
boi e do jumento. A tempos regulares ele mesmo aparecia em cena e
falava a respeito do nascimento de Jesus.

Ainda no século treze, a representação idealizada pelo fundador
das Ordens Franciscanas ficou conhecida em toda a Europa.

Os cartões de Natal surgiram na Inglaterra por volta de mil
oitocentos e quarenta e três. A iniciativa foi do diretor do Museu
Britânico de Londres, Sir Henry Cole. Foram popularizados e
começaram a ser impressos em mil oitocentos e cincoenta e um.

Dar presentes é uma tradição que tem origem em tempos recuados.
Fazia parte das saturnálias, festas orgíacas de Roma, como também
de festividades nórdicas.

Entre os cristãos, o costume iniciou no século sete, com o Papa
Bonifácio, que presenteava os necessitados, em nome do Divino
aniversariante.

As velas acesas no Natal para enfeitar as árvores e outros arranjos
têm origem comum: o culto ao fogo.

Só o tempo fez desaparecer as orgias pagãs e ajudou a apagar as
recordações sobre a origem do fogo, que era o velho culto ao sol.

Desde que os símbolos não remontam à época do Cristo, conclui-se
que ele, em essência, nada tem a ver com nenhum deles.

Assim, comemorar o Natal nos permite ornamentar o lar com luzes,
cores, enfeites. Mas importante não esquecer de preparar o
coração.

Preparar a ceia de Natal para parentes e amigos, mas não esquecer
de, em nome do Divino aniversariante, saciar a fome de quem a sofre.

* * *

Em mil oitocentos e setenta, durante a guerra entre a Alemanha e a
França, um oficial prussiano idealizou cartões de Natal a partir de
capas de alguns cadernos de colégio.

Distribuiu aos seus soldados para que eles pudessem escrever aos seus
parentes.

Foi assim que nasceram os primeiros cartões postais, que depois
sofreram várias modificações.

Pode-se imaginar a emoção de uma mãe, uma esposa, a namorada,
irmãos recebendo uma mensagem de Natal, escrita de próprio punho,
por seu amor, de uma frente de batalha.

Redação do Momento Espírita.

Em 14.12.2010.

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