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19 de jul de 2012

Servidor de Jesus

Quando jovens, normalmente somos idealistas e com facilidade nos
vinculamos a determinadas causas.
Não foi diferente com aquele rapaz que conheceu a Doutrina
Espírita, passando a estudá-la com ardor. Mergulhando nas páginas
do Evangelho, apaixonou-se por Jesus.
Na sua ardência juvenil, desejou servir ao Cristo com todas as
forças do seu coração. Mais do que isso, ele queria morrer pela
causa do cristianismo.
Ser cristão como os primitivos cristãos. Desejava ser perseguido
como foram os apóstolos e os discípulos de Jesus. Quem sabe poderia
ir para um país onde houvesse perseguição religiosa e pena de
morte.
Poderia ser preso, torturado e, por fim, morto.
Era o que ele desejava: morrer por amor a Jesus, pela causa da
verdade.
Recordava o heroísmo do Apóstolo Pedro sendo crucificado de cabeça
para baixo. De Paulo de Tarso sendo açoitado, apedrejado e
decapitado, por amor ao Mestre.
Lembrava, enfim, dos testemunhos de todos aqueles cristãos que se
deixaram matar, não se permitindo abandonar o ideal.
Certo dia, durante suas orações, ouviu um mensageiro dos céus que
lhe falava:
/Filho, você deseja mesmo morrer por Jesus?/
/Sim, é claro./ Falou ele.
/Pois então eu vou levar a Jesus o seu pedido e depois lhe trarei a
resposta./
Nos dias seguintes, o jovem não cabia em si de tanta ansiedade.
/Quando viria a resposta?/
Foi durante a oração de uma das noites, que a voz se fez ouvir
outra vez:
/Filho, levei o seu pedido a Jesus e venho lhe dizer que Ele
aceitou./
/Quer dizer,/ foi dizendo afoito o jovem, /que eu vou morrer por amor
a Jesus?/
/Sim, filho, mas não de repente. Você irá morrer devagarinho, um
pouco a cada dia. Jesus pede que você atenda seu próximo, sirva aos
seus irmãos, se torne um apóstolo do amor na Terra./
/E, por amor a Ele, por amor à verdade que Ele veio ensinar, morra
um pouquinho todas as vezes que a calúnia alcançar o seu caminho,
que as pedras da incompreensão o atingirem./
Então, o jovem passou a dedicar sua vida a servir ao próximo,
esquecendo-se de si mesmo, dos seus próprios anseios.
Aos setenta anos de idade, ele pedia a Jesus que lhe permitisse viver
no corpo um pouco mais, pois reconhecia o muito por fazer pelos filhos
do Calvário, que andam sobre a Terra.
* * *
O verdadeiro seguidor de Jesus faz o bem pelo bem, sem esperar paga
alguma. Retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o
forte e sacrifica sempre os seus interesses à justiça.
Quem segue a Jesus encontra satisfação nos benefícios que espalha,
nos serviços que presta, no fazer os outros felizes, nas lágrimas
que enxuga, nas consolações que dá aos aflitos.
Seu primeiro impulso é pensar nos outros, antes de si. É cuidar dos
interesses alheios antes de atender aos seus próprios.

/Redação do Momento Espírita, com base em fato da vida de

Divaldo Pereira Franco e no item 3 do cap. XVII, do livro /O
evangelho

segundo o Espiritismo,/ de Allan Kardec, ed. Feb./

/Em 6.7.2012./
/ /

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