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17 de jan de 2012

O farol

Em meio ao mar, surge a construção de pedras, solene. É um farol,
destinado a orientar o rumo dos viajores, nas noites escuras.

Quem quer que viaje em alto mar se sente seguro quando, em meio à
escuridão, vê surgir o farol.

Ele está lá para servir, para advertir, para salvar.

A sua luz se projeta a distâncias enormes e, espancando a
escuridão, permite que os que navegam possam perceber a proximidade
dos recifes, os perigos imersos na noite.

O mar investe contra ele, noite e dia. Lança sobre ele as suas
ondas, com furor. Vagas enormes lambem as pedras que se erguem,
majestosas.

No fluxo e refluxo das ondas, o farol continua a iluminar,
imperturbável.

Seu objetivo é servir. Noite após noite, ele estende a sua luz.
Não se incomoda com os continuados e perigosos golpes que o mar lhe
desfere.

Se, em algumas noites, ninguém se aproxima, desejando a sua
orientação, também não se perturba.

Solitário, ele lança sua luminosidade, sem se preocupar com o
isolamento.

Ele continua a postos para qualquer eventualidade, quando a
necessidade surja, quando alguém precise dele.

* * *

No mar das experiências em que nos encontramos, aprendamos a
trabalhar e cooperar, sem desânimo.

Permaneçamos sempre a postos, prontos a estender as mãos a quem
necessite. Poderá ser um amigo, um irmão ou simplesmente alguém a
quem nunca vimos.

Com certeza não solucionaremos todos os problemas do mundo. No
entanto, podemos contribuir para que isso aconteça.

Se não podemos impedir a guerra, temos recursos para evitar as
discussões perturbadoras que nos alcançam.

Se não conseguimos alimentar a multidão esfaimada, podemos oferecer
o pão generoso para alguém.

Se não dispomos de saúde para doar aos enfermos, podemos socorrer
alguém que sofre dores, oferecendo a medicação devida. Talvez
possamos ser o intermediário entre o doente e o hospital,
facilitando-lhe o internamento.

Se não podemos resolver a questão do analfabetismo, podemos criar
condições propícias para que alguém tenha acesso à escola.

Mais do que isso. Podemos nos interessar pelos filhos dos que nos
servem, buscando saber se não lhes faltam cadernos e livros, para a
continuidade dos estudos básicos.

Enfim, o importante é continuarmos a fazer a nossa parte,
contribuindo com a claridade que possamos projetar, por mínima que
seja.

Imitemos o farol em pleno mar. Aprendamos a fazer luz.

* * *

A maior glória da alma que deseja ser feliz é transformar-se em luz
na estrada de alguém.

O raio de luz penetra a furna, levando claridade. Estende-se sobre o
vale sombrio e desata o verdor da paisagem.

Atinge a gota d'água e a transforma em um diamante finíssimo.

Viaja pelo ar e aquece as vidas.

Como a luz, podemos desfazer sombras nos corações e drenar
pântanos nas almas. Podemos refazer esperanças e projetar alegrias.

Enfim, como raios de luz espalhemos brilho e calor, beleza, harmonia
e segurança.

Redação do Momento Espírita, com base nos caps. 19 e 20, do livro
Rosângela, pelo Espírito homônimo, psicografia de Raul Teixeira,
ed. Fráter.

Em 17.01.2012.

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